
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010

PÉ DE LEMBRANÇA
Foi o tempo que diminuiu os espaços ou minha memória que os aumentou? É que quando eu era criança parecia que o pequeno quintal nos fundos da minha casa era um mundo inteiro de tão grande...
Lá, além da gangorra que o Tio Piu fez pra gente brincar, tinha muitas plantas que o quintal cimentado já não suporta mais. Apesar de não serem todas cultivadas simultaneamente, minha memória registrou enormes pés de couve-palácio, almeirão, taioba, cana-caiana, figo, um pezinho de café, milho, mamões, goiaba vermelha, a inconfundível manga-ubá e algumas mais...
Além dessas, e, sobretudo, havia o pé de jabuticaba. Ainda há. O sobrevivente. Um guardião de histórias. Um espectador silencioso de mudanças. Foi meu pai quem plantou. Dizia que quem plantava jabuticaba não colhia (só pra contrariar, o pé daqui de casa deu três bolinhas pretas antes dele partir, matematicamente divididas entre ele, minha irmã e eu).
Vinte e tantos anos depois, ainda fico admirado com essa árvore que ritualisticamente, todo ano, pipoca seu caule com flores brancas muito perfumadas e depois com os frutos pretos muito doces. Fascinante!
Hoje, olhando a jabuticabeira no meu pequeno quintal, fiquei pensando que a memória aumenta espaços sim. Que deve ter uma caixa de lápis de cor de 36 que faz as lembranças afetivas parecerem mais coloridas. E que pega a gente distraído, “panhando” jabuticaba no pé, pra trazer à tona algumas lembranças doces...
domingo, 7 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010

GENTILMENTEA teoria é simples (pra não dizer simplória). Se as coisas estão difíceis, pra quê dificultar? Todo mundo sabe que vivemos tempos competitivos, velozes, agressivos, que nos incitam diariamente à hostilidade. Mas, aonde a gente vai chegar assim?
Pra suavizar esse quadro (pra mim tá na cara) é só remexer nos baús da gentileza, da cortesia, da delicadeza e dos substantivos afins. Alguns podem me dizer que isso é frescura. Outros que isso é só um artifício pra parecer bonzinho. Pode ser também. Mas, eu continuo achando que é uma maneira de fazer a nossa vida e das outras pessoas ser mais leve...
Fico me perguntando em que capítulo a gente perdeu a gentileza e se esqueceu de procurar (registre-se: estou me incluindo na massa do bolo). Tem gente se assustando até com um “bom dia”... Convenhamos, não é tão difícil não furar fila, dar passagem no trânsito, saber falar e saber calar, exercitar o bom humor (pelamordedeus!), segurar um pouco a porta do elevador, não jogar lixo no chão, reclamar menos, ser gentil também com quem a intimidade te abona pra algumas desatenções e por aí vai, numa lista infindável de gentilezas conosco e com o mundo que nem precisavam ser enumeradas...
Ledo engano daqueles que acham que isso é perda de tempo. Isso pode sim mudar o mundo! Gentileza gera gentileza, já disse o Profeta. E eu tô com ele!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
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