
E DEUS INVENTOU O PETIT GATEAU
Das minhas resoluções de ano novo, uma das mais importantes é cuidar melhor da minha saúde. O colesterol não anda muito legal. O triglicérides prepara uma revolta silenciosa. A barriga teima em existir, cada dia mais vistosa. As balanças implicaram comigo e deram pra aumentar meu peso. Logo eu, um cara tão gente fina, quer dizer, nem tão mais fino assim...
Ah, mas como é bom se entregar ao prazer da gula. Aquele fettuccine Alfredo... aquela feijoada do sábado... o churrasquinho de domingo ...e o brigadeiro de colher...e a pizza de milho e bacon, muito bacon... e o sorvete de abacaxi...hum! Ilegal, imoral ou engorda? Não sei. Eu tenho para mim, que depois de descansar no sétimo dia (lá em Genesis), Deus ficou com a cuca fresca e teve uma ideia brilhante: inventou o petit gateau. A cereja do bolo da criação. Maravilha da gastronomia! Não é divino? Então porque eu tenho que pagar esse pecado?
Tá bom eu me rendo. É óbvio que tá na minha conta zelar pelo meu corpo. Então, vou me entregar aos prazeres da malhação. Afinal, adoro uma academia. Toda aquela aparelhagem pra me fazer sentir dor. Como é bom levantar peso!
Mas ponderemos: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Como nos ensina Buda, a virtude está no caminho do meio (a melhor resposta pra muitas perguntas). Então, nada de excesso ou escassez. Sem abandonar as delícias da cozinha. Sem ser sedentário (descontando-se a dança de salão). Ser responsável e, sobretudo, agir. Eu sei que meu corpo é meu templo. E é assim que devo tratá-lo.














